sábado, 31 de maio de 2014

Glória Steinem


        A regra de ouro que diz “faz aos outros o que querias que te fizessem a ti” ajusta-se aos homens tal como foi escrita. Mas para as mulheres tem que ser lida ao contrário. Devemos agir para connosco próprias como o fazemos para com os outros.

       
Glória Steinem

sexta-feira, 30 de maio de 2014

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Madame de Stael


      O amor é a novela completa da vida de uma mulher, mas não passa de um capítulo um homem.

                 
Madame de Stael

quarta-feira, 28 de maio de 2014

E Ela disse-me



             Quando me sinto triste e até revoltada com os males da vida, paro e lembro-me que o Sol, nasce todos os dias do mesmo lado e põe-se sempre no mesmo lugar.


        Carmita/2014


terça-feira, 27 de maio de 2014

Palavras que roubei

O minha mãe minha mãe
O minha mãe minha amada
Quem tem uma mãe tem tudo
Quem não tem mãe não tem nada
Quem não tem mãe não tem nada
Quem a perde é pobrezinho
O minha mãe minha mãe
Onde estás que estou sózinho
Estou sózinho no mar largo
Sem medo à noite cerrada
O minha mãe minha mãe
O minha mãe minha amada

      Quadra popular (cantada por Zeca Afonso)


domingo, 25 de maio de 2014

Palavras que roubei

Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.

sábado, 24 de maio de 2014

E Ela disse-me



           Aterro na cama e afundo. Não consigo pensar, estou só, sem forças e não consigo lutar. Passa um dois dias e muito de vagar começo a sair do chão. De rastos, inútil na luta para poder viver, escondo a dor até a nova crise.




           Carmita/2014

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Palavras que roubei

Em terras
Em todas as fronteiras
Seja bem vindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também

        Zeca Afonso

 



quinta-feira, 22 de maio de 2014

Mary atkenson


      O melhor cosmético do mundo é uma mente activa que busque sempre qualquer coisa de novo.

                       Mary Atkenson


terça-feira, 20 de maio de 2014

Glória Anzaldúa



Modifiquei-me a mim própria. Modifiquei o Mundo.

                 
Glória Anzaldúa

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Palavras que roubei

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

     António Gedeão



sábado, 17 de maio de 2014

Construção


Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague.


Chico Buarque

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Palavras que roubei


Vi-te a trabalhar o dia inteiro
construir as cidades pr´ós outros
carregar pedras, desperdiçar
muita força p´ra pouco dinheiro.

               ( Sérgio Godinho )

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Roseanne Bar


        Nós as mulheres devemos aprender que ninguém nos dará o poder. Devemos simplesmente tomá-lo. Roseanne Bar

quarta-feira, 14 de maio de 2014

terça-feira, 13 de maio de 2014

Palavras que roubei



A principio é simples, anda-se sózinho
Passa-se nas ruas bem devagarinho
Está-se bem no silêncio e no borborinho
Bebe-se as certezas num copo de vinho
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida