segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Palavras que roubei: Para atravessar contigo o deserto do Mundo


Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei

Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso

Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo

Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento

Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'Livro Sext

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Pessoas más


                Pessoas más, são aterradoras, palavra usada nos últimos dias, pela minha neta Margarida(dois anos e meio). Para a Gui-Gui, tudo o que está na sombra, na escuridão é aterrador.
                Não consigo arranjar , uma outra palavra para definir, essas pessoas, são escuras, negras por dentro e por fora, e sobretudo não têm medo do futuro, e até lá, seja o que tiver que ser, elas não têm consciência, e se tiverem, é para duplicar em complicações e no mal fazer.

             Carmita/2015


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

A ultima caminhada



                                   O fim da vida, devia de ser, dias cheios de sol dourado, noites cheias de luar, como se fosse lua cheia, e assim caminhávamos, até as forças onde as forças nos deixassem......
                                   Na realidade, o fim da vida é um caminhar atormentado, onde tudo é escuro, não há tranquilidade, mas sim ansiedade, desanimo, angústia até ao destino final.....


terça-feira, 10 de novembro de 2015

Uma simples mulher

This speedy girl is on a mission! goes great with C4091 - Born to be Wild:  


                       Levou a vida numa lufa lufa, tratou dos filhos, do marido, vizinhos e de toda a gente. Não havia ninguém, que não gostasse dela. À esquerda, à direita, ao centro era pau para toda a obra, neste frenesim esqueceu-se dela. Chegou a reforma e uma dor aqui e outra ali,  parou para pensar e ninguém perguntou se ela precisava de alguma coisa. Chorar com a realidade não fez, continuou a viver, só que agora começou a viver só para ela, e ainda ia a tempo, pois ideias não lhe faltavam. E assim foi, alegre como era  assim continuou, pois queria ser sempre feliz. E foi sempre feliz, nunca chorou sobre o leite derramado.

              Carmita/2015

                   

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Como a flor sem água



                  Acordei, e nem sei o que sentia, tomei o meu banho, arranjei-me e continuava na mesma. A garganta apertada, as dores iam e vinham e eu nem sabia o que sentia, de repente  olhei o espelho, fixei-me e aos poucos comecei a perceber, eu sentia-me murcha como aquela flor que por não ter sido regada murchou.

domingo, 8 de novembro de 2015

Imagens de 3 mulheres ( qur podia ser eu )

`a janela a sonhar
Tão leve no seu fato de domingo
o  meu mundo é este,  e aqui ninguem vai  intereferir,  nos meus desejos,  ansiedades, aqui posso sofrer só, sem xatiar ninguém, mas não admito que me venham xatiar........

            Carmita

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

As gordas

Hilda -: Esta gorda, tem tudo, sombra, um livro, um cão, e um fio de pesca. Não precisa  de mais nada, goste-se ou não se goste até aproveita para se cultivar, além do livro que  é bom amigo, tem outro amigo o seu cão que tirou uma soneca. Para ser feliz não é preciso mais nada.
          Carmita/2015
 

terça-feira, 3 de novembro de 2015

As gordas

hilda #pinup:  

 
 
    Descontrair, melhor é impossivel. O tempo passa, e nós vamos envelhecendo, até nos esquecemos, do  quanto foi boa a nossa juventude, as brincadeiras  ao ar livre, o que era ser feliz num país atrasado, onde conseguia-mos virar tantas situações, e tão jovens que era-mos, quase não sabiamos que viviamos, num regime ditatorial.

carmita/2015

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Recordações



                  Hoje no meu blogue, A bruxinha coisas giras da Carmita, publiquei uma peça que comprei na Tunísia. Foram uns dias espectaculares, um país agradavél, um povo amistiso. Quando cheguei, a  minha auto estima estava em cima, eu irradiava felicidade, senti-me bem durante muito tempo, sempre com ideia de voltar àquele deserto sem fim, onde fui tão feliz. Tempos passaram, não voltei, mas a saudade ficou, para sempre.